I Parte
Habito aqui nesta ilha de bruma,
toda ela cercada por alva espuma,
de um mar azul que a acaricia,
desde a praia à mais alta penedia:
habito em matizes de verdura,
respiro o vento e sua frescura,
palmilho jardins em suas estradas;
deito-me em noites estreladas.
Acordo com odores a maresia,
creio aquilo que a terra cria,
subindo ao cume da montanha,
desfruto uma sensação estranha:
e danço, danço e torno a dançar,
nas nuvens que me vêm abraçar.
Acordo com odores a maresia,
creio aquilo que a terra cria,
subindo ao cume da montanha,
desfruto uma sensação estranha:
e danço, danço e torno a dançar,
nas nuvens que me vêm abraçar.
II Parte
Habito aqui, numa misteriosa ilha,
bonita, colorida, da Atlântida filha,
Abraço suas lagoas, quentes caldeiras,
Voo céu sobre suas cumeeiras,
revendo lendas que foram contadas
em azul e verde lá encantadas.
Passeio por entre chuva miudinha,
trazendo o verde para alegria minha,
Acabando por embriagado ficar
por tanta beleza poder abraçar.
Partilho de perto todos os seus odores,
descobrindo nela variados amores,
e quando o Sol se vai deitar,
deixo-me em sonhos embalar:
e canto, canto e torno a cantar,
antes que o sol me venha acordar.
bonita, colorida, da Atlântida filha,
Abraço suas lagoas, quentes caldeiras,
Voo céu sobre suas cumeeiras,
revendo lendas que foram contadas
em azul e verde lá encantadas.
Passeio por entre chuva miudinha,
trazendo o verde para alegria minha,
Acabando por embriagado ficar
por tanta beleza poder abraçar.
Partilho de perto todos os seus odores,
descobrindo nela variados amores,
e quando o Sol se vai deitar,
deixo-me em sonhos embalar:
e canto, canto e torno a cantar,
antes que o sol me venha acordar.
III Parte
Vivia aqui, em mantos ondulantes,
de tamujo e bracego, verdejantes,
haviam cedros e fetos, majestosos,
onde nidificavam priolos amorosos.
Ainda lembro as cores dos vinháticos,
das urzes dizimadas por lunáticos,
deixando minha ilha mais nua,
como se a natureza fosse sua.
Palmilhava alcatifas de musgão,
esponjas férteis, como um condão,
onde as galinholas se alimentavam,
e livres, lindas, se acasalavam.
Recordo-me das frescas ribeiras
em correria, livres, altaneiras,
dando-me toda a sua frescura,
molhando minha cara com ternura:
e choro, choro e torno a chorar
por ver minha ilha a agoniar.
by Valdemar Lima Oliveira



1 comentário:
Cof cof ... cá estou again :p
Que poema tão bonito (ok , sei que me vou arrepender de dizer isto pq depois nng te atura a gabar aí a terra):D.
Desejo-te uma optima semana :)
Beijito
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