No profundo desespero
De uma noite inquieta e infinita,
Onde as estrelas se fundem
Na claridade estranha
De um luar ausente,
Um grito acorda as ondas,
Que no mar derivam,
E exalta as almas
Que no escuro se refugiam;
Arrepia-me e sufoca-me num segundo,
Deixa-me ansiosa, atónita, apática,
Á beira de um rochedo que termina,
Que se aparta de mim,
Em silêncio me larga no ar
Sem bases nem apoios,
E eu corro em direcção ao mar,
O meu desespero trespassa-me,
Desorienta-me,
E o mar aproxima-se do meu corpo
A cada segundo,
Arrepiando-me, entristecendo-me...
Apercebo-me de mim,
Que sou viva.
A areia não trava o meu destino,
E as ondas embalam o meu corpo
Que repousa num sono eterno.
Uma melodia distante, triste,
Acompanha o meu triste fado
E sossega o mar bravio
Que me arrasta calmamente no seu colo...
Autoria: desconhecida
sábado, março 15, 2008
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